Minhas coisas ainda possuem um cheiro semelhante ao mofo. Por dentro de mim, ainda ha coisas semelhantes a mofo. Sentimentos que só permanecem em mim, ainda, por uma tal piedade, ou talvez um certo tipo de conformismo. Ainda ha sonhos, aventuras a serem vividas, de tal forma como cheias de intensidade! Ainda ha um apartamento, viagens, um notbook vermelho, um quarto dos sonhos, e novamente repetindo um apartamento, tão relembrado todos os dias por mim. Ainda ha. a esperança da felicidade, dos desejos, do corpo quente, dos desejos carnais, dos desejos da alma, dos poemas a serem citados em noites onde a lua chega ser tão bela, podendo a compará-la coma doce face da minha menina...
A doce face da minha menina. Face pela qual a vida muitas das vezes lhe bate, face da qual, muitas noites rolam lagrimas sofridas e acidas, a ponto de deixar cicatrizes, eu ti juro minha menina, que sairei dessa por você, a minha força.
Ama como se fosse outro
Como se foses amar.
Sem esperar.
Por não esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete.
Se o amor leva a felicidade, se leva a morte, se leva a algum destino
Se te leva
E se vai, ele mesmo ...
(Cecília Meireles)
Peguei-me escutando uma melodia celestial, melodia que me fazia seguir-te de tal forma que chegava a ser assustadora, e quando abri os olhos, me deparei com minha face no espelho. Fiz careta, cantei, imaginei nosso romance, nossos ciúmes, imaginei ate mesmo, sua nova imagem. Nova imagem... Ganhaste uma linha a mais na sua face. Algo a mais, no momento impossível a ser dito, somente posso lhe afirmar, que e algo que me traz paz, que me mostra muitas verdades. E, seu olhar. Aquele que ate hoje me domina, olhar que só de me vigiar, já me faz estremecer, me faz acordar para a realidade, de que somente teu é o meu pobre coração. Me facina momentos extremos, onde o ciúme fala mais alto, e me vem declarações do tipo obsessivas, ou exageradas ao ponto de me tirar o sorriso mais alegre que consigam de mim, e que eu tenho a lhe oferecer. Deparo-me com uma cena, onde em todos meus sonhos se faz presente: dois amores, em plena guerra de amor, ha arranhões, tapas, beijos demorados, na chuva, em um quarto, em uma mesa, mordidas, gritos, risos, ate mesmo um vinho somente para ser despejado em tal pele que me faz delirar e arrepiar em sonho. E assim, mais uma noite se vai, e eu sentada na cama, relembrando o plano de ti encontrar, e ter com você, a vida que eu sempre quis. Por que não foi por um acaso que eu me entreguei de tal forma a você, muito menos por obra do destino, a amar tanto, e o amor que insiste em me fazer feliz de tal maneira, será ate o fim.
Dize:
O vento do meu espirito
soprou sobre a vida.
E tudo que era efemero
se desfez.
E ficaste so tu, que es eterna.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
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